Dedico esse post ao nosso amigo Plínio da Mongue, que se acha o juíz e carrasco de quem não concorda com ele, que diz que não gosta de puxa saco – dos outros, mas se for para puxar o saco dele…

Ao nosso querido frequentador do Bar do Jair, que sempre nos acena com um sorriso sincero e amistoso, e que no facebook e em outros canais virtuais se mostra um cidadão “zeloso” no que tange à coisa pública e à vida dos outros, sempre cuidando da felicidade dos que ele bem conhece e também dos que não conhece tão bem assim, à este senhor que também chegou aqui depois que, como diria o saudoso Maludo , já não tinha mais nem areia branca, encaminho as perguntas abaixo, elaboradas por alguém que sabe muito mais a respeito da vida dele do que eu.

Comumente o Sr Plínio Melo, presidente da OnG Mongue “Proteção ao Sistema Costeiro” publica em seu Blog denúncias de possíveis irregularidades na gestão da Estação Ecológica de Juréia Itatins, obviamente todas são respondidas nos devidos canais, mas nunca através do veículo utilizado por ele que é a internet, desta feita reservo um pouco do meu tempo para contestá-lo e questioná-lo através do mesmo veículo de comunicação, a internet.

Considerando que o Sr e a MONGUE prezem pela clareza nas ações certamente não irá se omitir e responderá os 3 questionamentos que farei, seus leitores, que tantas denúncias recebem através do seu Blog também tem o direito, não acha? São eles:

1º – Que a MONGUE apresente oficialmente uma proposta para o Mosaico da Juréia, descrevendo o que defende para cada área ( onde defende RDS, onde defende APA, onde defende Parque, onde defende Estação Ecológica ) com as devidas justificativas para cada área, se possível apresentando através de mapas, se faltar esse recurso um descritivo já é suficiente, ou ainda se é totalmente contra e quer que tudo continue sendo Estação Ecológica.

OBS: Seja claro, não venha com aquele papo de 25 anos de abandono, que até hoje não resolveram nada, etc….isso vc já postou umas 200 vezes, embora esteja enganado é um direito que tem de se expressar, mas por favor, não responda relatando os processos, as ações e liminares isso vc faz com freqüência e não será novidade, estamos ansiosos por novidades Plínio!. A questão jurídica / fundiária é fundamental para qualquer U.C, mas o que gostaríamos de saber é a posição técnica oficial da MONGUE, enfim, não responda com ataques ou outra pergunta isso já sabemos que vc sabe fazer, mas quero ver e acredito que a sociedade também, a MONGUE atuante, com propostas e ações efetivas, sendo assim; Qual a proposta técnica da MONGUE para o desenho do Mosaico da Juréia? Fazer discurso e discordar com base na proposta dos outros é fácil, apresente para todos nós a proposta oficial da MONGUE, mesmo que não tenha proposta e seja contrária ao Mosaico, que diga, mas tome partido de algo e apresente alguma proposta oficial!

2º – A sede da MONGUE se localiza no Bairro do Guaraú, informação pública sendo a MONGUE de utilidade pública, muito próximo inclusive ao Rio Guaraú, os loteamentos do Guaraú são legais, mas como também é de conhecimento público, nem todas as residências possuem autorização para construção, especialmente por questões ambientais, dito isso pergunto a título de curiosidade.

  • A sede da MONGUE esta com toda documentação ok, mesmo com todos os impasses ambientais que ali existem para construção?
  • Como sei que o seu forte não é a questão ambiental, embora sua OnG se dedique a protegê-la, informo que a região é uma área de restinga, muito próxima aos mangues do Rio Guaraú, o que levou o local estar congelado nesse momento para novas construções até que se apresente alguns estudos. O local não é dos mais adequados para construções e ocupação humana, especialmente pelo pouco de restinga existente em nosso pais, isso me deixou intrigado; o que faz uma OnG tão atuante, com “tantas” ações na Juréia, tão preocupada com as questões ambientais e seu lema ser “ Proteção ao Sistema Costeiro” ter sua Sede numa área de restinga?
  • Seria essa OnG tão atuante que sua própria sede tenha que ficar encima de Restinga “Braba” no Guaraú para melhor preservá-la e bem próximo ao Mangue do mesmo Rio? Seria uma nova metodologia de conservação?
  • Me parece estranho, o Sr poderia explicar?
  • Não teria local mais adequado para ter como sede da OnG?
  • Ideologicamente não fica estranho dizer que protege um ecossistema e ao mesmo tempo ajudar a destruí-lo?

3º – O Sr Plínio, não menos preocupado com as Unidades de Conservação do Estado de São Paulo, com ferrenha ação no intuito de melhor geri-las também tem uma casa na Barra do Una, para quem não sabe a Barra do Una é uma Vila dentro dos limites da Estação Ecológica de Juréia Itatins, transformada em Reserva de Desenvolvimento Sustentável, RDS em 2006, mas por conta de uma ADIN novamente esta no perímetro da Estação Ecológica.

  • A aquisição ( muito, mas muito após a criação da U.C em 1.986 ) de uma casa dentro de Unidade de Conservação que não prevê ocupação humana, ou ainda quando previa ( RDS ) apenas para tradicionais teria qual objetivo?
  • Colaborar com as questões fundiárias?
  • Não acha controverso cobrar resoluções, entre elas fundiárias e ter uma propriedade dentro da Juréia?
  • O que leva pessoa tão instruída e engajada nas questões ambientais em adquirir uma casa dentro de Unidade de Conservação de Proteção Integral, o Sr poderia explicar?!
  • Existe alguma relação de interesse em sua ferrenha batalha pelo bem da Juréia?
  • O Sr acredita colaborar com as questões fundiárias adquirindo propriedade em seu perímetro?
  • A MONGUE defende a permanência de quem na Barra do Una:

(   ) Todos – (   ) Tradicionais – (   ) Ninguém – (   ) Apenas Proprietários

 

Confesso para os amigos que também adoraria ter propriedades dentro de U.Cs pelo Brasil, aqui na Juréia amaria, mas por motivos óbvios não tenho, gostaria de entender por que o Sr Plínio tem!

Finalizo solicitando que o Sr seja objetivo nas respostas e não escreva o que já é de conhecimento geral, pois para ser repetitivo é só acessarmos o seu blog e tudo estará lá, não gaste o seu português com isso, mas sim com respostas claras e propositivas. Atacar e denunciar mesmo que por vezes de forma infundada já sabemos que sabe fazer, quero conhecer as propostas da MONGUE, pode estar ai o caminho!

E novamente apenas por curiosidade, pois como dito acima seu forte não é a questão ambiental, vc sabe se o símbolo da MONGUE é um Siri ou Caranguejo, sabe diferenciar? Guanandi já sabemos que não!

 

By sidney