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Plano Nacional para Internet das Coisas (IoT)? Ja é!

1 de fevereiro de 2017 - Politica, Tecnologia
Plano Nacional para Internet das Coisas (IoT)? Ja é!

Você sabia que a Internet das Coisas deve ganhar um plano nacional ainda em 2017? Entenda o significado desse conceito tão atual e importante para a tecnologia e veja quais são as principais ações que este plano contemplará, bem como os impactos para a sociedade e para o mundo empresarial.

O Plano Nacional de Internet das Coisas poderá ser lançado ainda nesse ano, por volta de março, após o mapeamento de oportunidades no setor tecnológico através do Termo de Cooperação Institucional com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinado em meados de dezembro do ano passado. A iniciativa é do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O termo Internet das Coisas (ou Internet of Things, em inglês) faz referência a uma revolução tecnológica, que tem como mote principal a conectividade de itens usados no dia a dia de qualquer pessoa à rede mundial de computadores, cujo funcionamento dependa de inovação em campos importantes como sensores Wireless, Inteligência Artificial (conhecido pela sigla IA ou AI) e nanotecnologia. A ideia da Internet das Coisas é fundir o mundo real e o digital com o auxílio de aparelhos que se comuniquem entre si, com os data centers e com as nuvens.

Mobilidade, acessibilidade e tecnologia são visíveis em dispositivos, como o Google Glass e o Smartwatch 2 da Sony. A Internet das Coisas encontra-se desde em meios de transportes, até em tênis, roupas, maçanetas e outros dispositivos conectados à internet. Eles podem ser controlados à distância e com informações precisas, como previsão de duração, temperatura e consumo de energia.

De acordo com o ministro do MCTIC, Gilberto Kassab, se esse plano vigorar, será de grande serventia não só para o dia a dia mas para a saúde, já que a Internet das Coisas permitirá que médicos acompanhem à distância a taxa de glicose de pacientes diabéticos ou o cotidiano de pais, que poderão controlar a temperatura do quarto e a mamadeira dos filhos, por exemplo.

Para o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, José Gontijo, se esse plano se efetivar, criará demandas para os mais variados setores de tecnologia e inovação, inclusive aqueles mais improváveis. Por isso, é importante que os idealistas de projetos que envolvam a Internet das Coisas ofereçam soluções tecnológicas.

O estudo técnico para a elaboração do Plano Nacional da Internet das Coisas será subsidiado com recursos do BNDES, que mapeará modelos internacionais, dará voz às empresas locais e atrairá multinacionais. O orçamento gira em torno de R$ 17,4 milhões, sendo R$ 9,8 milhões para bancos públicos e R$ 7,6 milhões para consórcios.

O que irá contemplar o plano? (ações)

O Plano Nacional de Internet das Coisas começou a ser executado em novembro do ano passado e conterá quatro fases, são elas: diagnóstico do potencial impacto da IoT no Brasil; seleção de verticais e horizontais; competências atinentes ao Brasil para o Plano de Ação de 2017 a 2022; e suporte à implementação do plano. Após a execução dessas fases, realizará o apoio aos agentes públicos e privados para implementar políticas públicas. O plano de ação, embasado em dados da pesquisa e consultas, será entregue provavelmente em agosto de 2017.

O gerente setorial de indústrias TIC do BNDES, Ricardo Rivera, datou cada uma das fases por meio de um cronograma de estudo desenvolvido pelo BNDES em parceria com o MCTIC. “A primeira fase poderá ir até fevereiro ou março deste ano; a segunda, de março à abril; a terceira, entre maio e agosto; e a quarta, de setembro de 2017 à janeiro de 2018”, explica.

Entre os objetivos do plano estão a padronização de sistemas de IoT; criação de legislação sobre questões como privacidade, segurança e direitos do consumidor em serviços de IoT; e o lançamento de programas de financiamento da IoT.

José Gontijo traçou três metas que deverão ser atingidas no decorrer de todas as ações propostas. As metas são as seguintes: transversais; finalísticas; e demanda.

Metas transversais: visam gerar um meio ambiente consolidado e propício para o desenvolvimento e aplicação de soluções de IoT;

Metas finalísticas: tem a finalidade de influenciar a implementação de soluções de IoT pela sociedade;

Demanda: com o intuito de traçar a amplitude do mercado de dispositivos conectados que operarão em soluções de IoT até 2025.

O Plano Nacional de IoT estabelecerá de que forma empresas e organizações poderão ser estimuladas em investir em projetos ligados à Internet das Coisas no Brasil. Esse plano será um documento aberto, em constante revisão.

Requisitos para a elaboração do Plano Nacional de IoT

Para a elaboração do Plano Nacional de IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas, em português) é necessário definir claramente o papel do Estado em cada etapa do processo; que se saiba produzir resultados econômicos e sociais em potencial em diversas áreas, como agronegócio, manufatura e logística; e, sobretudo, que se favoreça o desenvolvimento e a implantação de soluções de IoT no Brasil. Uma das principais prioridades desse plano é a criação de Cidades Inteligentes, de acordo com o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges.

Além desses requisitos para a criação do plano, ainda existem outros a fim de organizar e regular as questões que englobam a IoT. De acordo com José Gontijo, é necessário atender a uma série de cuidados. “Se estão lidando com dados de pessoas, que são privados, é preciso atender a esses requisitos em função de gerenciar dados pessoais”, ratifica.

Qual impacto ele pode ter na sociedade e empresas?

Na opinião da presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, a Internet das Coisas gerará grandes impactos entre grandes feitos tecnológicos e a sociedade. Já está previsto uma ampla geração de valor econômico, transformação de modelos de negócios e também na vida das pessoas. O Brasil começa a definir o enorme potencial que a IoT pode apresentar nos mercados, entre empresas e entre empresa e consumidor, com a possibilidade de gerar valor, diálogo e vantagens para a área tecnológica.

Smart houses, smart cities, smart markets e smart roads são versões ou tipos de redes de sensores de IoT que irão automatizar as tarefas do dia a dia. Por exemplo, nas smart houses existem sensores que avisam e preveem a falta de certos alimentos; nas smart roads, por sua vez, automóveis serão monitorados por sensores; nos smart markets identificará as preferências e elaborará estratégias de vendas baseada em determinado público.

A expectativa é que a Internet das Coisas seja o grande motor econômico mundial. A conexão de pessoas, processos, dados e objetos por meio da IoT permite que empresas trabalhem com uma precisão maior, diminuindo os custos e ampliando a produtividade. Elas irão acumular e acessar informações sobre a dinâmica dos corpos humanos e seus hábitos de consumo.

Cidades Inteligentes

Cidades Inteligentes (ou Smart cities ou CI) são espaços urbanizados onde aplicam-se intensivamente tecnologias e informações sensíveis ligados ao conceito de IoT. As Cidades Inteligentes agrupam três conceitos principais: o de Internet das Coisas; big data – grandes quantidades de informação processadas e analisadas; e Governança Algorítmica – ações baseadas em algoritmos aplicados ao meio urbano.

Uma pesquisa realizada pelo Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha definiu as 10 dimensões que valoram uma cidade como inteligente: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e economia. Para a FGV Projetos, mais do que elencar as cidades que podem ou não ser inteligentes, é preciso promover ações que tornem uma cidade em smart citie por meio das dimensões supracitadas.

A consultoria Urban Systems avaliou cerca de 700 municípios brasileiros para apontar os 50 mais desenvolvidos. Entre as cidades com potencial para investimento de cidades inteligentes estão Porto Alegre, Belo Horizonte, Barueri, Búzios e Rio de Janeiro.

Estima-se que o mercado global de soluções tecnológicas para as smart cities chegue em US$ 408 bilhões até 2020.

Participe da Consulta Pública para a viabilização da Internet das Coisas (IoT)

O prazo de envio de sugestões para a criação do Plano Nacional de Internet das Coisas foi prorrogado até o dia 03 de fevereiro (sexta-feira). Você que se interessou, pode colaborar e ajudar com ideias, basta acessar esse link.

Original em: http://news.bizmeet.com.br/artigo/plano-nacional-de-internet-das-coisas-revolucionara-a-tecnologia-e-beneficiara-sociedade-e-empresarios

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