Tokamak Energy consegue produzir primeiro plasma controlado

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No início deste mês, o mais novo reator de fusão do Reino Unido, o ST40 da Tokamak Energy , obteve o primeiro plasma . Este acontecimento marcante no caminho para a energia de fusão sinaliza a viabilidade do calendário global da empresa. O objetivo mais imediato para o ST40 é atingir uma temperatura de 15.000.000 ° C (27.000.000 ° F), tão quente como o centro do sol – isso deve acontecer no outono de 2017 com base no progresso até agora.

A empresa usará então o que aprenderá ao trabalhar com o ST40 para construir um dispositivo tokamak maior do que o ST40, mas ainda assim notavelmente menor do que os reatores tradicionais. Isso deve avançar a empresa em direção a sua meta de produzir eletricidade de fusão em 2025. Em última análise, um bem sucedido gerador de energia em 2025 irá fornecer a base para os módulos de uma usina que pode fornecer eletricidade de fusão para a rede até 2030.

No dia em que o ST40 foi colocado em operação, o CEO da Tokamak Energy, David Kingham, comentou em comunicado à imprensa : “A ST40 é uma máquina que mostrará temperaturas de fusão – 100 milhões de graus – em reatores compactos e econômicos. Isso permitirá que o poder de fusão seja alcançado em anos e não décadas. “

Acessível, Acessível Fusion Power

A fusão nuclear é fundamental para gerar energia acessível e limpa, acessível a todos, porque é a fonte capaz de gerar, de longe, mais energia. Mesmo em relação à fissão nuclear, uma reação de fusão produz muito mais energia – cerca de quatro vezes mais – com muito baixas emissões de carbono.

Neste momento, o CEO da Tokamak Energy, David Kingham, está otimista e acredita que a empresa está em um nível intermediário em relação ao objetivo final de 2030 de alimentar a energia de fusão para a rede. Em um artigo produzido para EngineerLive , ele escreveu : “Os objetivos em nosso caminho para alcançar o poder de fusão são ousados ​​e ambiciosos, mas é um desafio que deve ser enfrentado se quisermos entregar a descarbonização essencial do nosso fornecimento de energia”.

 

Fonte: mini-reactors-could-make-affordable-fusion-power-a-reality-by-2030/

Chico Latim, nosso Cinema Paradiso

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1) Onde tudo começou
Em Peruibe, lá pelos anos 1960, na empoeirada esquina das avenidas São João e Padre Anchieta, eu e o Moacir de Castro Moura começávamos a carregar uma placa indicando nome do filme e o episódio de uma série que o cinema do Seu Chico iria passar naquele dia.
O nome do filme era Rosemary, o primeiro musical que assisti na vida (que aliás todos os meus amigos da época detestaram) e o episódio talvez fosse do Homem Foguete, mas o que importava isso? Quase nada, pois tínhamos mesmo era que cumprir a tarefa do amigo de levar a placa até a estação, que era lida por todos os que esperavam o trem ou que dele desembarcavam. A tarefa era mais do Moacir que minha, mas aproveitando que tinha que pegar o trem todos os dias, eu acompanhava o amigo quase sempre, pois ele sim, como filho do seu Chico, era o titular daquele trabalho.

2) O elenco de artistas
Era só chegarmos com o cartaz que muita gente rodeava a placa para ler a programação do dia: Dito Pipa, Odair Castor, Guaxica, Lua Cheia, Mula Manca, Helio Borges, Cambacica, Goxo, Gumercindo Pelé, Lalau, Carlico, Waluse, Neguinho, Toninho Lourenço, Jair Mendes, Deva, Deja, Valdeci, Popola, Manequinho, José Carlos, Zé (do seu Darci e dona Conta), Lenaldo Xavier, Ildo, Orlando Castro, Manina, Leones, Zé Ricardo, Jorge Vitoriano, Vicente Malabucha, Roque Inocêncio, Paulo Cordeiro, Zuca, Gazo, Beto do Guaraú e tantos outros. Só meninos? Não, muitas meninas também, só que sem apelidos, por favor, Leonor Rossi, Rute, Vilma, minha irmã Tomiko, Rose do seu Olímpio, as inseparáveis Mércia e Clélia, Aracene, Magda.
Bem, o parágrafo anterior é uma ilusão minha, escrito apenas para homenagear e lembrar de muitos amigos da época, sem cronologia, pois a memória já está falha, pelo que peço desculpas a outros que agora momentaneamente não me lembro. Exemplo disso foram os que compartilharam os bancos escolares desde o início, com Dona Letícia (esposa do seu Itagiba, da Funai), até a Dona Nelsi, passando pelas professoras Nerucha e Jacyra, dos quais me fogem o nome.
E o trem, hein? Viajávamos todos os dias para Pedro de Toledo para cursar o ginasial que ainda não tinha dado as caras em Peruíbe.

3) A produção
Voltando à placa, carregá-la da esquina da São João com a Padre Anchieta até a estação foi uma das minhas únicas incursões no mundo da propaganda, e se isso garantia um ingresso no cinema, o esforço deste carregamento me fez desistir da área da propaganda, hoje também conhecido com marketing. Talvez o mais indicado para isso fosse o Roberto Ferreira, que foi trabalhar na área e agora curte o seu Guaraú como poucos.

4) O roteiro
Mas vamos nos fixar no cinema.
Comandado pelo seu Chico Latim, que foi, desde sempre, o maior irradiador de cultura da minha querida cidade natal, Peruibe, e foi este singelo comandante do cinema que proporcionou o contacto dos habitantes da cidade com todo o tipo de cultura existente na época, desde os dramas, as comédias, os bang bang, as histórias policiais e de terror e tantos outros tipos de filme que retratavam um modo de ser e viver totalmente diferente do nosso, mas que nos enchiam de conhecimento, pois sabíamos como se vestir se um dia fossemos visitar o velho oeste, ou que tipo de arma tínhamos que usar se fossemos policiais de cidades estrangeiras, uma delas conhecida como Nova Iorque, acho que era isso, ou então, se nos transformássemos em índios pele-vermelhas, que cavalo teríamos que usar, de preferência malhados e sem selas, é claro e muito importante, como nadar no rio infestado de crocodilos como bem fazia o Tarzã. Enfim, os filmes que o seu Chico Latim exibia nos proporcionava sonhar, imaginar, voar daquela pequena Peruibe para outros ares pelo mundo.
Um dia, muitos de nós fizemos isso, indo para São Paulo, Santos, e até para cidades americanas, algumas retratadas nos filmes, como ocorreu com o Odair Choquito e o Keko, mas com toda certeza, jamais se esquecendo de Peruibe.

5) O filme
Para quem assitiu o filme, muito antes do Cinema Paradiso, nós, de Peruíbe, tínhamos nosso Alfredo, nosso Totó, nossa Giancaldo, tal qual retratado neste brilhante filme. Acredito que só faltava a música genial do Ennio Morricone, mas aí era pedir demais. Contentávamos em ouvir as músicas tocadas no carnaval pelo Seu Álvaro, trombonista de primeira, seu Geraldo (bombardinista) e pelos demais músicos da cidade, que antecederam a famosa banda comandada pelo maestro Vicente Basile. Nesta fase, brilharam Luiz Crica (trumpete), Betinho (Sax), Fofinho (o único tocador de requinta que conheci), e outros tantos talentos musicais. Todos nós tínhamos um pouco de Totó, pois éramos fissurados e encantados pelo cinema, mas só o seu Chico era o ator principal.
Assim, o Cinema Paradiso sempre nos faz lembrar do seu Chico Latim e de Peruibe, e hoje talvez assobiando as músicas tema do senhor Morricone, lindas por sinal, temos sempre tendo em mente que Giancaldo jamais será a nossa Peruibe, pois esta é inigualável, mesmo porque aquela era uma cidade fictícia e a nossa, muito real e sempre presente em toda a nossa vida.

6) A crítica
Meus pais, conhecidos como seu Antonio Sato e dona Helena, sempre que se referiam ao seu Chico Latim e à Dona Cabocla, usavam a expressão: “se tem alguém honesto e digno por aqui, estes são seu Chico Latim e a Dona Cabocla”. Por serem os meus pais muito rígidos no quesito dignidade e honestidade, o depoimento deles retrata o que foram realmente os queridos pais da cultura de Peruíbe, muito antes de todas as formas de entretenimento que conhecemos hoje.

7) The end
Em 1965, quando deixei minha Peruibe para estudar em São Paulo, embarquei no ônibus da Breda no bar Itatins, do seu Garcia, que funcionava como estação rodoviária e ao subir a Av.São João, virando à direita na padre Anchieta, ainda a mesma esquina empoeirada, avistei o prédio do cinema, acho que era Cine Castro ou Cine Peruibe, e foi uma das últimas lembranças arquitetônicas que se fixaram na minha mente. Jamais imaginaria que seria um símbolo para o resto da minha vida.
Nos anos 90, assistindo Cinema Paradiso, todas as lembranças voltaram e impossível não comparar a ficção com o que foi a nossa realidade, às vezes ilusória, comandada pelo inesquecível Chico Latim.
Obrigado, seu Chico Latim, o Oscar vai para o senhor. Parabéns.

Shogoro Sato.

O que é aprendizagem de máquina e onde se aplica

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Nos últimos dez anos, todos trabalhamos com o modelo em que uma plataforma de computação pode fazer tudo, e que essa plataforma de computação deve ser estar em um datacenter central. Se uma tarefa é demais para nossos recursos de computação, simplesmente adicionamos mais CPUs, memória ou armazenamento.

A digitalização,a Internet das coisas, e a desagregação da lei de Moore vai mudar tudo isso.

Rumo a um mundo onde tudo aprende.

A Internet das coisas começa a detectar a nossa realidade (analógica) e ao fazê-lo, gera uma enorme quantidade de dados. Por exemplo, um carro auto-dirigido gera quatro terabytes de dados por dia.

E mais, por causa do rápido avanço de um ramo de inteligência artificial chamada aprendizagem de máquina, somos capazes de tomar esta massa de dados e “descobrir o que está acontecendo”.

A aprendizagem de máquina não é como a computação do passado. Até agora dissemos ao computador o que fazer através de nossos aplicativos, softwares diversos. Com a aprendizagem da máquina, o computador diz a si mesmo o que fazer. À medida que um sistema de aprendizado de máquina ganha experiência, ele fica melhor no que faz – sem qualquer intervenção humana.

Esses sistemas de aprendizado de máquinas já existem, mas veremos muitos, muitos mais no futuro.

Alguns exemplos:

Detecção de fraude – sistemas de aprendizado de máquina aprendem nossos padrões de gastos normais, permitindo assim detectar uma anomalia e provável fraude. Já em uso com ótimo aproveitamento.

Detecção acidentes domésticos – as câmeras monitoram as pessoas vulneráveis ​​às quedas em suas casas. Um sistema de aprendizagem de máquina aprende quais movimentos são normais e quais fogem do padrão.

Acompanhamento de alunos – as pegadas digitais dos alunos são alimentadas em um sistema de aprendizagem. O sistema aprende esses padrões de pegada digital e definem com base em comparações complexas um aluno com baixo rendimento, e, portanto, precisando de ajuda de seu tutor. Tal sistema está em uso no Reino Unido e é capaz de prever que a ajuda é necessária quatro a seis semanas antes de um tutor notar qualquer problema.

Ajudando no diagnóstico de doenças – o grupo DeepMind da Google em Londres está trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido em vários projetos nos quais criarão um sistema de aprendizado automático que ajudará os médicos a realizar diagnósticos. Seu primeiro projeto foi focado em doença renal.

Previsão de falhas – já existem vários sistemas de manutenção preditiva em uso. As novas locomotivas da General Electric e as bombas de óleo da FlowServe possuem esses sistemas. O sistema de aprendizado de máquina aprende as características dos dados do sensor que precedem uma falha, permitindo assim o reparo pró-ativo, antes de ocorrer uma avaria. A precisão é muito superior ao monitoramento comum.

Veículos autônomos – veículos autônomos provavelmente são menos do que a publicidade oferece, eles são, essencialmente, sistemas de aprendizagem de máquina sobre rodas.

Marketing digital autônomo – a aprendizagem de máquinas descobre a mistura de publicidade digital que obtém os melhores retornos e ajusta essa mistura de acordo.

A aprendizagem de máquina nos permite criar o que chamamos de “Sistema de Ação”. Dados entram no sistema de aprendizagem da máquina que, a partir desses dados, descobre o que está acontecendo. Esses dados podem ser feeds de vídeo a partir da cerca perimétrica do Aeroporto de Heathrow em Londres, ou os dados de muitos sensores de um automóvel autônomo, ou dados do sensor de uma bomba de óleo, ou os dados de vendas de um mix de publicidade digital, ou o sensor entradas de um campo de palma da Malásia, ou da câmera que acompanha  uma pessoa idosa em sua casa, ou as pegadas digitais de um aluno e por aí vai.

Baseado em o que aprendeu no passado, o sistema infere o que está acontecendo – alguém está tentando cortar a cerca no aeroporto de Heathrow, este carro está se dirigindo para um semáforo fechado, esta bomba está operando acima da capacidade, nossos anúncios em linha dentro Suécia não estão trabalhando como em outro lugar, esta pessoa idosa caiu, este estudante deve estar precisando de uma nota A, mas eles está caminhando para uma nota C, este paciente tem uma doença renal em estágio inicial.

A partir daí o sistema aconselha, pede permissão e então toma medidas, ou toma uma ação autônoma – informa a polícia, para o carro, desliga a bomba e envia a equipe de manutenção, puxa anúncios para o YouTube na Suécia, notifica o serviço de ambulância, notifica o tutor do aluno.

Chamamos isso de Sistema de Ação porque é apenas isso – um sistema que detecta, infere o que está acontecendo então, pode agir.

Estamos chegando lá, no futuro.

As novas tecnologias de rede que conectarão as cidades inteligenters

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A perspectiva da cidade inteligente está mais próxima do que pensamos, com uma nova geração de tecnologias sem fio, como Long Range Radio (LoRa), Light Fidelity (Li-Fi) e 5G, e o boom emergente de dispositivos para Internet de Coisas (IoT). Tudo pronto para transformar a nossa experiência da paisagem urbana.

Os últimos desenvolvimentos em novas tecnologias sem fio irão alimentar todos os aspectos das cidades inteligentes em todo o mundo, desde carros conectados, redes de utilitários sustentáveis ​​e sistemas de transporte público cada vez mais inteligentes. Essas redes, e os dispositivos que eles conectam, certamente mudarão a maneira como trabalhamos, vivemos e nos divertimos na cidade num futuro próximo.

O investimento em IoT para cidades inteligentes tem uma previsão de crescimento astronômico ao longo dos próximos quatro anos. A empresa de pesquisa IDC prevê que gastos com dispositivos IoT e serviços deverá crescer para US $ 1,7 trilhões até 2020. Os múltiplos benefícios que IoT trará para as empresas e os consumidores nas cidades , devem tornar a vida urbana do século XXI mais fácil, mais produtiva, ambientalmente amigável e, com  toda certeza, mais divertida.

No entanto, ainda há um obstáculo esmagador que fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de software estão enfrentando agora. A Internet móvel como a conhecemos, mesmo em seu atual estágio de “quarta geração” (4G), não foi construída para o IoT.

Em termos de aplicações práticas, a baixa latência é o que deve proporcionar a interatividade essencial em tempo real e ultra-confiável para qualquer serviço inteligente que utilize a nuvem, como por exemplo carros auto-dirigidos, sistemas de monitoramento de saúde, AI Robótica e outras aplicações industriais. Sistemas autônomos e redes de condução vão precisar de tempos de resposta incrivelmente rápidos, mas não precisarão de taxas de dados particularmente rápidas.

É claro que, com todos esses dispositivos IoT novos e em desenvolvimento e serviços inteligentes da cidade, a segurança é primordial. Isto é particularmente óbvio, por exemplo, com coisas como carros autônomos e dispositivos de cuidados de saúde, onde qualquer interferência ou potenciais hacks de rede podem ter consequências desastrosas.

No futuro, a utilização destas redes de comunicações 5G seguras e super rápidas por órgãos públicos, empresas e fabricantes de hardware permitirá às cidades inteligentes adaptarem-se rápida e segura aos engarrafamentos, emergências rodoviárias e ferroviárias, perigos climáticos e outras catástrofes urbanas.

As redes 5G serão compostas de vários componentes diferentes, sendo um dos mais importantes Li-Fi, uma tecnologia sem fio de alta velocidade, muito semelhante à Wi-Fi (embora consideravelmente mais rápida), as implementações Li-Fi podem atingir velocidades incrivelmente rápidas de 224 gigabits por segundo. Esta tecnologia de comunicação óptica difere para Wi-Fi, por ser executada sobre ondas de luz visível, enquanto Wi-Fi é executado em ondas de rádio.

Além de suas incríveis velocidades e latência, um dos principais benefícios do Li-Fi é que ele é transmitido por lâmpadas de diodo emissor de luz (LED), o que pode trazer conectividade rápida e altamente confiável para lugares onde o Wi-Fi não pode, como em aviões, submarinos, centrais nucleares e hospitais, por exemplo.

No geral, além de ser consideravelmente mais rápido, o Li-Fi é uma solução mais acessível e segura para aplicações de cidades inteligentes. A Coréia do Sul já planeja ter uma rede 5G Li-Fi totalmente operacional instalada para os Jogos Olímpicos de Inverno em 2018, enquanto o Japão terá uma rede 5G para os Jogos Olímpicos de Verão em 2020.

Embora as redes 5G e LiFi  devam revolucionar a forma como as cidades inteligentes operam, não serão as única redes a facilitar as conexões intuitivas de dispositivos inteligentes. No futuro, à medida que as cidades se tornem cada vez mais digitais, com milhões de sensores de baixa potência em edifícios, incorporados em objetos cotidianos e monitorando redes de utilitários, fluxos de tráfego, condições climáticas e assim por diante, a LoRa (Long Range Radio) se tornará rapidamente a tecnologia suprema de conexão IoT.

LoRaWAN ™ é uma especificação  Low Power Wide Area Network (LPWAN)  (especificação de rede para cobertura de grandes áreas com baixa potência ) destinada a baterias sem fios operadas em uma rede regional, nacional ou global. LoRaWAN abrange requisitos essenciais para a Internet de Coisas, como a segurança bi-direcional de comunicação, mobilidade e serviços de localização. A especificação LoRaWAN fornece interoperabilidade perfeita entre as coisas inteligentes sem a necessidade de instalações locais complexas e entrega de volta a liberdade para o usuário, desenvolvedor e as empresas que constroem a Internet das Coisas.

A tecnologia LoRa se sobressai quando temos um cenário de inundação generalizada de dados, tempo e sistemas de gestão de tráfego e aplicações. Isso porque é segura, amplamente disponível e altamente acessível.

Essa rede de baixo custo projetada por especialistas em segurança para garantir a confiabilidade e segurança dos dispositivos e sistemas usados ​​para o IoT é um componente vital do que são conhecidos como Low Power Wide Area Networks (LPWAN) em todo o mundo.

A LoRA desenvolvida por um consórcio aberto (LoRa Alliance)  é baseada em protocolos de padrão aberto. Além disso, ela deverá ser configurada para funcionar em frequências diferentes no espectro de rádio livre, o que permite aplicações inovadoras tanto em interiores como em exteriores (e subterrâneas) em áreas urbanizadas, bem como possibilita atravessar longas distâncias e extensas áreas geográficas, como sistemas de gestão do tempo e da água, por exemplo.

A LoRa Alliance está trabalhando em projetos para conectar facilmente medidores de água, sensores de detecção de vazamentos, sensores de umidade e sprinklers inteligentes para melhor gerenciar e evitar inundações e escassez de água no futuro. As redes LoRa também podem conectar  outras aplicações IoT de baixo custo, alimentadas por bateria, ajudando a configurar e gerenciar sistemas  de gerenciamento de resíduos, agricultura inteligente, estacionamento inteligente, iluminação pública e muito mais.

O futuro certamente parece brilhante para projetos de cidade inteligente em todo o mundo, com todo o tipo de dispositivos artificialmente inteligentes. Nesse contexto a importância das tecnologias 5G, Li-Fi e LoRa não deve ser esquecida, pois são as redes inteligentes, seguras e responsivas que possibilitarão que nossas cidades se tornem muito mais seguras e muito mais agradáveis.

Assim, se o seu projeto Smart City está em pleno andamento ou se você está prestes a dar o primeiro passo, é absolutamente imperativo que você entenda o poder e a complexidade e  aplicações práticas de cada uma dessas redes revolucionárias e como, em última instância, elas vão permitir que você alcance o verdadeiro potencial de sua cidade inteligente.

Automação, desemprego e Renda Básica Universal

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Segundo um estudo conjunto realizado pela Oxford University e pela Oxford Martin School, “[…] 47% dos empregos nos EUA estão” em risco “de serem automatizados nos próximos 20 anos”. Em uma entrevista recente , o presidente Barack Obama também falou sobre como a AI mudará fundamentalmente o futuro do emprego com desvantagens em termos de eliminação de empregos e supressão de salários.

O mundo vê a automação como a chave para alcançar mais eficiência, através de diferentes aspectos de nossas vidas. Mas essa eficiência tem um preço – o deslocamento de inúmeros funcionários que logo serão substituídos pela tecnologia artificialmente inteligente (AI).

O que acontece então?

A resposta poderia ser a renda básica universal (UBI) – uma política em que todos os cidadãos de um país receberão uma quantidade incondicional de dinheiro, além da renda que geram por outros meios. Os fundos poderiam ser fornecidos pelo governo, ou uma instituição pública.

E em 2017, a Finlândia e os Países Baixos começarão a testar o sistema.

Crédito de imagem: Joe Raedle / Newsmakers

Em janeiro do próximo ano, o programa estará lançado em Utrecht , a quarta maior cidade da Holanda. O sistema fornecerá benefícios variados aos beneficiários atuais de bem-estar, seguindo cinco modelos diferentes para determinar o que funciona melhor.

Na Finlândia, um grupo selecionado aleatoriamente de dois mil cidadãos, que já estão recebendo benefícios de desemprego, receberá € 560 (cerca de US $ 600) como renda básica mensal. O programa será executado por dois anos e estudado para haver comprovação de que este sistema pode ajudar a aumentar a taxa de emprego, reduzir a pobreza, bem como reduzir a burocracia e exclusão social.

O Potencial da UBI

Considerando que o UBI tem como objetivo proporcionar um incentivo que estimule a produtividade e melhore a qualidade de vida, um ponto-chave de consideração é o nível de renda que deve ser distribuído. Deveria ser um benefício mínimo semelhante aos regimes de previdência social? Ou uma quantidade maior que seria mais atraente? Para esse fim, com todos recebendo dinheiro suficiente para cobrir alimentos básicos, abrigo, bem como bens e serviços, as pessoas perderiam sua motivação para trabalhar?

É claro, há aquela questão muito importante de quem está pagando a conta. Como a receita do governo é derivada de sua autoridade tributária, todo o esquema é um pouco como roubar a Pedro para pagar a Paulo; Afinal, se a população está desempregada, onde o governo reunirá os fundos para apoiar uma renda básica universal? Todo o sistema iria inevitavelmente ao colapso.

Ainda assim, a implementação da UBI nesta escala ainda está em seus primeiros dias, mas os resultados dos programas-piloto até agora têm sido promissores.

Na Índia, onde cerca de 30% da população vive abaixo da linha de pobreza, estudos piloto de subsídios de renda básica conduzidos em 2011 levaram a mais trabalho e trabalho, e não menos, que os céticos costumam prever. Os resultados mostraram uma mudança do trabalho assalariado tradicional para a agricultura autônoma e iniciativas empresariais. Além disso, o fluxo constante de renda aliviou ansiedades econômicas, permitindo que as famílias se concentrar em sua saúde e investir no futuro.

Em um estudo separado realizado em uma pequena cidade no Canadá , houve “menos contatos médicos relacionados à saúde mental e menos internações hospitalares por ‘acidente e lesão’.”

UBI na era da automação pode finalmente revelar-se um poder econômico em movimento. E os resultados da experiência de dois anos da Finlândia poderiam fornecer mais respostas.

Big Data é tudo, quantificado e rastreado

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Por Dr. Kirk Borne (https://www.mapr.com/blog/author/dr-kirk-borne)

O que é BigData? Existem várias definições, quase todas focadas adequadamente no conceito de “BigData”, e não nos dados em si, cujo volume é inegavelmente muito grande e, portanto, não particularmente informativo como característica definidora ! A maioria das definições do conceito de BigData, portanto, gira em torno de: (a) os 3 V’s que a caracterizam ( Volume, Velocidade e Variedade); Ou (b) a convicção firme de que BigData simplesmente se referem a dados que não são os mesmos que os dados coletados anteriormente. Eu tenho uma definição melhor, que define o que os BigData realmente significa para o mundo de hoje. Vou explicar o que é isso, depois de examinar as duas opções acima.

Big Data é grande

Usando a definição (a) acima, que simplesmente enumera características de BigData (de uma maneira muito restritiva), violamos a primeira regra de definições que todos aprendemos na escola: definir “como algo é diferente” não é O mesmo que definir “o que é algo”. Exemplo: O que é um guepardo? Resposta: Um guepardo é o mamífero terrestre mais rápido do mundo. Mas o que é isso? Note que também contribuí para a caracterização mnemônica dos BigData, introduzindo a minha lista Top 10 dos 10 V’s que caracterizam os grandes desafios de dados – mas, novamente, essas são características, não uma definição.

Big Data é diferentes de dados anteriores

Usando a definição (b) do parágrafo de abertura, que também é restritiva, acabamos com outra descrição relativa (neste caso, uma comparação negativa) – esta não é uma descrição real ou definição. Exemplo: O que é um wolverine? Um wolverine não é um lobo. Então o que é?

Uma extensão comum à definição (b) afirma que BigData referem-se a dados tão grandes, tão complexos e se movendo a uma taxa tão alta que excede nossos recursos existentes para aquisição, armazenamento, processamento, análise e interpretação de dados. Isso é bom, mas novamente é uma definição comparativa (relativa a outra coisa), não uma definição real. Na verdade, usando esta definição, poderia facilmente argumentar que até os antigos romanos tinham BigData ! Como conseqüência desta mentalidade, há muitas pessoas, especialmente em seus currículos on-line, que convenientemente afirmam ter feito BigData durante décadas! Mas eu digo: ” Os BigData de hoje não são os BigData de ontem! ”

Dados importantes são o seu bilhete para decisões e descobertas controladas por dados

Minha definição atual, melhor de BigData, e aquele que eu prefiro (não inteiramente porque eu o criei, mas principalmente porque eu realmente acredito nisso) é isto: BigData é tudo, quantificado e rastreado.

Tudo. Isso significa que cada aspecto da vida, do trabalho, do consumismo, do entretenimento e do jogo é agora reconhecido como uma fonte de informação digital (dados) sobre você, seu mundo e qualquer outra coisa que possamos encontrar.
Quantificado – isso significa que estamos armazenando esse “tudo” em algum lugar, principalmente na forma digital, muitas vezes como números, mas nem sempre em tais formatos. No entanto, os profissionais de análise de dados e os cientistas de dados estão quantificando até fontes de dados não-numéricas tradicionais (através do reconhecimento de padrões e caracterização de recursos em fluxos de imagem / vídeo, sonificação em fluxos de áudio, análise de texto e análise de sentimentos em mídias sociais e outros fluxos de texto etc. ). A quantificação de recursos, características, padrões e tendências em todas as coisas é permitir a mineração de dados, aprendizado de máquinas, estatísticas e descobertas em uma escala sem precedentes em um número sem precedentes de coisas. A Internet das Coisas é apenas um exemplo (embora muito grande), mas a Internet de Tudo é ainda mais impressionante.

Rastreado – isso significa que não simplesmente quantificar e medir tudo apenas uma vez, mas fazê-lo continuamente (ou pelo menos, repetidamente). Isso inclui: rastrear seus sentimentos, seus cliques na web, seus logs de compras, sua geolocalização, seu histórico de mídia social, etc., ou rastrear o movimento de cada navio no mar , ou asteróides no espaço , ou trilhões de partícula partícula Colisões no Grande Colisor de Hádrons, a fim de encontrar o bóson de Higgs , ou todos os casos de espécies invasoras em ambientes não indígenas, etc., ou rastreamento de todos os carros na estrada ou de todos os motores de uma fábrica ou de cada parte em movimento. Um avião, etc. Consequentemente, estamos vendo o surgimento de cidades inteligentes, rodovias inteligentes, medicina personalizada, educação personalizada, agricultura de precisão e muito mais.

Todos esses fluxos de dados quantificados e acompanhados permitirão decisões mais inteligentes, melhores produtos, insights mais profundos, maior conhecimento, soluções ótimas, produtos centrados no cliente, maior fidelidade do cliente, processos mais automatizados, análises preditivas e prescritivas mais precisas e melhores modelos de futuro Comportamentos e resultados nos negócios, governo, segurança, ciência, saúde, educação e muito mais.

Portanto, não fique fora da grande revolução de dados porque a terminologia parece vaga ou assustadora. Concentre-se em seus objetivos de negócios, o que você está tentando alcançar, e BigData de três D2D ( Data-to-Decisions, Data-to-Discovery e Data-to-Dollars ). Você chegará então ao maior significado dos BigData: grande valor e grande ROI = Return on Innovation !

Plano Nacional para Internet das Coisas (IoT)? Ja é!

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Você sabia que a Internet das Coisas deve ganhar um plano nacional ainda em 2017? Entenda o significado desse conceito tão atual e importante para a tecnologia e veja quais são as principais ações que este plano contemplará, bem como os impactos para a sociedade e para o mundo empresarial.

O Plano Nacional de Internet das Coisas poderá ser lançado ainda nesse ano, por volta de março, após o mapeamento de oportunidades no setor tecnológico através do Termo de Cooperação Institucional com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinado em meados de dezembro do ano passado. A iniciativa é do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O termo Internet das Coisas (ou Internet of Things, em inglês) faz referência a uma revolução tecnológica, que tem como mote principal a conectividade de itens usados no dia a dia de qualquer pessoa à rede mundial de computadores, cujo funcionamento dependa de inovação em campos importantes como sensores Wireless, Inteligência Artificial (conhecido pela sigla IA ou AI) e nanotecnologia. A ideia da Internet das Coisas é fundir o mundo real e o digital com o auxílio de aparelhos que se comuniquem entre si, com os data centers e com as nuvens.

Mobilidade, acessibilidade e tecnologia são visíveis em dispositivos, como o Google Glass e o Smartwatch 2 da Sony. A Internet das Coisas encontra-se desde em meios de transportes, até em tênis, roupas, maçanetas e outros dispositivos conectados à internet. Eles podem ser controlados à distância e com informações precisas, como previsão de duração, temperatura e consumo de energia.

De acordo com o ministro do MCTIC, Gilberto Kassab, se esse plano vigorar, será de grande serventia não só para o dia a dia mas para a saúde, já que a Internet das Coisas permitirá que médicos acompanhem à distância a taxa de glicose de pacientes diabéticos ou o cotidiano de pais, que poderão controlar a temperatura do quarto e a mamadeira dos filhos, por exemplo.

Para o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, José Gontijo, se esse plano se efetivar, criará demandas para os mais variados setores de tecnologia e inovação, inclusive aqueles mais improváveis. Por isso, é importante que os idealistas de projetos que envolvam a Internet das Coisas ofereçam soluções tecnológicas.

O estudo técnico para a elaboração do Plano Nacional da Internet das Coisas será subsidiado com recursos do BNDES, que mapeará modelos internacionais, dará voz às empresas locais e atrairá multinacionais. O orçamento gira em torno de R$ 17,4 milhões, sendo R$ 9,8 milhões para bancos públicos e R$ 7,6 milhões para consórcios.

O que irá contemplar o plano? (ações)

O Plano Nacional de Internet das Coisas começou a ser executado em novembro do ano passado e conterá quatro fases, são elas: diagnóstico do potencial impacto da IoT no Brasil; seleção de verticais e horizontais; competências atinentes ao Brasil para o Plano de Ação de 2017 a 2022; e suporte à implementação do plano. Após a execução dessas fases, realizará o apoio aos agentes públicos e privados para implementar políticas públicas. O plano de ação, embasado em dados da pesquisa e consultas, será entregue provavelmente em agosto de 2017.

O gerente setorial de indústrias TIC do BNDES, Ricardo Rivera, datou cada uma das fases por meio de um cronograma de estudo desenvolvido pelo BNDES em parceria com o MCTIC. “A primeira fase poderá ir até fevereiro ou março deste ano; a segunda, de março à abril; a terceira, entre maio e agosto; e a quarta, de setembro de 2017 à janeiro de 2018”, explica.

Entre os objetivos do plano estão a padronização de sistemas de IoT; criação de legislação sobre questões como privacidade, segurança e direitos do consumidor em serviços de IoT; e o lançamento de programas de financiamento da IoT.

José Gontijo traçou três metas que deverão ser atingidas no decorrer de todas as ações propostas. As metas são as seguintes: transversais; finalísticas; e demanda.

Metas transversais: visam gerar um meio ambiente consolidado e propício para o desenvolvimento e aplicação de soluções de IoT;

Metas finalísticas: tem a finalidade de influenciar a implementação de soluções de IoT pela sociedade;

Demanda: com o intuito de traçar a amplitude do mercado de dispositivos conectados que operarão em soluções de IoT até 2025.

O Plano Nacional de IoT estabelecerá de que forma empresas e organizações poderão ser estimuladas em investir em projetos ligados à Internet das Coisas no Brasil. Esse plano será um documento aberto, em constante revisão.

Requisitos para a elaboração do Plano Nacional de IoT

Para a elaboração do Plano Nacional de IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas, em português) é necessário definir claramente o papel do Estado em cada etapa do processo; que se saiba produzir resultados econômicos e sociais em potencial em diversas áreas, como agronegócio, manufatura e logística; e, sobretudo, que se favoreça o desenvolvimento e a implantação de soluções de IoT no Brasil. Uma das principais prioridades desse plano é a criação de Cidades Inteligentes, de acordo com o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges.

Além desses requisitos para a criação do plano, ainda existem outros a fim de organizar e regular as questões que englobam a IoT. De acordo com José Gontijo, é necessário atender a uma série de cuidados. “Se estão lidando com dados de pessoas, que são privados, é preciso atender a esses requisitos em função de gerenciar dados pessoais”, ratifica.

Qual impacto ele pode ter na sociedade e empresas?

Na opinião da presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, a Internet das Coisas gerará grandes impactos entre grandes feitos tecnológicos e a sociedade. Já está previsto uma ampla geração de valor econômico, transformação de modelos de negócios e também na vida das pessoas. O Brasil começa a definir o enorme potencial que a IoT pode apresentar nos mercados, entre empresas e entre empresa e consumidor, com a possibilidade de gerar valor, diálogo e vantagens para a área tecnológica.

Smart houses, smart cities, smart markets e smart roads são versões ou tipos de redes de sensores de IoT que irão automatizar as tarefas do dia a dia. Por exemplo, nas smart houses existem sensores que avisam e preveem a falta de certos alimentos; nas smart roads, por sua vez, automóveis serão monitorados por sensores; nos smart markets identificará as preferências e elaborará estratégias de vendas baseada em determinado público.

A expectativa é que a Internet das Coisas seja o grande motor econômico mundial. A conexão de pessoas, processos, dados e objetos por meio da IoT permite que empresas trabalhem com uma precisão maior, diminuindo os custos e ampliando a produtividade. Elas irão acumular e acessar informações sobre a dinâmica dos corpos humanos e seus hábitos de consumo.

Cidades Inteligentes

Cidades Inteligentes (ou Smart cities ou CI) são espaços urbanizados onde aplicam-se intensivamente tecnologias e informações sensíveis ligados ao conceito de IoT. As Cidades Inteligentes agrupam três conceitos principais: o de Internet das Coisas; big data – grandes quantidades de informação processadas e analisadas; e Governança Algorítmica – ações baseadas em algoritmos aplicados ao meio urbano.

Uma pesquisa realizada pelo Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha definiu as 10 dimensões que valoram uma cidade como inteligente: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e economia. Para a FGV Projetos, mais do que elencar as cidades que podem ou não ser inteligentes, é preciso promover ações que tornem uma cidade em smart citie por meio das dimensões supracitadas.

A consultoria Urban Systems avaliou cerca de 700 municípios brasileiros para apontar os 50 mais desenvolvidos. Entre as cidades com potencial para investimento de cidades inteligentes estão Porto Alegre, Belo Horizonte, Barueri, Búzios e Rio de Janeiro.

Estima-se que o mercado global de soluções tecnológicas para as smart cities chegue em US$ 408 bilhões até 2020.

Participe da Consulta Pública para a viabilização da Internet das Coisas (IoT)

O prazo de envio de sugestões para a criação do Plano Nacional de Internet das Coisas foi prorrogado até o dia 03 de fevereiro (sexta-feira). Você que se interessou, pode colaborar e ajudar com ideias, basta acessar esse link.

Original em: http://news.bizmeet.com.br/artigo/plano-nacional-de-internet-das-coisas-revolucionara-a-tecnologia-e-beneficiara-sociedade-e-empresarios

Como os algoritmos de aprendizagem de máquina podem ajudar as cidades inteligentes

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A aprendizagem mecânica – a forma de estreita inteligência artificial que permite às máquinas aprender com os dados – tem enorme potencial para transformar a vida urbana. De carros sem motorista a edifícios que podem prever as instalações que você deseja usar, o aprendizado de máquinas pode agilizar nossas experiências cotidianas e melhorar nossa qualidade de vida.

Assim, como parte de nosso projeto mais amplo sobre aprendizagem de máquinas, a Sociedade Real liderou um workshop sobre aprendizado de máquinas para cidades inteligentes, transporte e serviços públicos em 29 de setembro. Exploramos a “arte do possível” e discutimos barreiras à implementação segura e rápida da aprendizagem de máquinas na vida cotidiana.

Esta postagem do blog fornece uma breve visão geral da discussão.

Como seria a transformação?

Transporte: Sistemas de transporte inteligentes podem ajudar a aliviar o congestionamento, reduzir a poluição e melhorar as experiências dos clientes no transporte público. Em uma visão do futuro, as opções de transporte poderiam ser inteligentes; Os telefones inteligentes podem rever uma variedade de opções de viagem e fazer sugestões personalizadas, usando a aprendizagem automática para contabilizar preferências pessoais, como opções de estilo de vida. Aprendizagem de máquina também suporta carros sem motorista, como discutimos antes , que poderia ter uma gama de benefícios . Por exemplo, Elon Musk sugeriu que os seres humanos poderiam ser proibidos de dirigir devido aos benefícios de segurança aumentados de carros sem motorista.

Utilidades: O aprendizado de máquinas já está sendo usado no setor de energia para otimizar redes elétricas e pode apoiar a descarbonização, fornecendo utilitários de forma mais inteligente. Por exemplo, o Nest Learning Thermostat usa aprendizado de máquina para aprender as preferências e horários de um proprietário, otimizando o aquecimento doméstico e o resfriamento. Esta “inteligência doméstica” também pode estimular mudanças nos modelos de negócios de utilidade, o que significa que os usuários poderiam pagar por serviços como mobilidade, conforto e limpeza em vez de produtos como eletricidade, gás e água.

Cidades inteligentes : As cidades estão derretendo potes de muitos problemas complexos e interdependentes. Aprendizagem de máquinas poderia resolver esses problemas conectados, otimizando o planejamento urbano e integrando os serviços da cidade para resultados personalizados, mesmo se os indivíduos não têm usado serviços específicos antes. Por exemplo, a aprendizagem de máquina poderia seguir níveis de desperdício em caixas de reciclagem e serviços de coleta de alfaiate baseados em previsões de desperdício. Isso também pode fornecer informações sobre as taxas de reciclagem variável.

Obstáculos a superar

A disponibilidade, a qualidade e o formato dos dados são fundamentais para permitir o uso do aprendizado automático . No entanto, o nosso workshop identificou problemas de acessibilidade de dados como uma barreira fundamental para o uso da aprendizagem de máquinas no contexto de cidades inteligentes, utilitários e transportes. Existem diferentes maneiras de abordar esta questão, eo apoio de Manchester de compartilhamento de dados públicos como parte de sua recente descentralização urbana mostra um caminho potencial para a frente.

Dito isto, os dados por si só não são suficientes. “Grandes dados não significam um grande conhecimento”: órgãos públicos e empresas privadas precisam formular perguntas úteis para interrogar dados com o objetivo de gerar o resultado desejado, como por exemplo, mais viagens de ônibus a menor custo e menos carbono. Gerar essas perguntas requer que especialistas em domínios e cientistas de dados trabalhem em conjunto, mas esses papéis geralmente são desconectados. Uma forma de “ciência dos dados para os não-cientistas de dados de formação poderia ajudar a aumentar a compreensão de quando o aprendizado de máquinas pode ser valioso, e criar clientes inteligentes para sistemas de aprendizagem de máquina.

Alguns sistemas de aprendizado de máquinas são capazes de produzir resultados altamente precisos, mas sofrem com a falta de transparência na forma como esses resultados foram criados, como observamos anteriormente neste blog . A baixa interpretabilidade desses sistemas pode criar problemas com a verificação ou a certificação, e aumentar o tempo necessário para garantir a aprovação regulamentar pode desencorajar serviços ou produtos inovadores. No entanto, isso também tem que ser equilibrado contra proteger os clientes de inovações arriscadas.

Qual o proximo?

Há uma forte necessidade de “unir os pontos” entre as tecnologias, como a aprendizagem de máquinas e a Internet das Coisas, para criar ambientes verdadeiramente inteligentes. Isto poderia ser conseguido, em parte, através de uma maior consciencialização do potencial da aprendizagem de máquinas – através de estudos de caso, por exemplo – e pela quebra de silos entre sectores. Por exemplo, o projeto sem motorista de carros da Greenwich está atraindo novos pensamentos em cidades de energia, transporte e smart.

Em última análise, qualquer visão para o futuro das empresas de serviços públicos, dos transportes e das cidades inteligentes precisa ser orientada pelo consumidor, uma vez que a aceitação pública irá informar as considerações éticas e de aceitabilidade à medida que a aprendizagem das máquinas é aplicada na vida cotidiana. O primeiro passo é identificar as necessidades dos consumidores e exemplos de “prova de conceito” para a aprendizagem de máquinas, a fim de aumentar o interesse e a aceitação segura por parte dos serviços públicos e privados. Aprendizagem de máquina é atualmente mais difundido em marketing como Amazon recomendador sistemas e Netflix, mas usado corretamente, aprendizagem de máquina poderia ser aproveitado para criar mudança transformacional para o bem público.

 

Uma pérola – LEANDRO LEHART – Violão é no Fundo do Quintal

Vídeo

Pra quem é adorador de samba, de música, de interpretações intimistas, vai aí um dos melhores presentes desse início de ano.
Parabéns Leandro. Você é monstro!

 

LEANDRO LEHART
Violão é no Fundo do Quintal

– Relação das faixas:
1 Tudo É Festa (Mario Sergio e Sereno) 03:17
2 Ópio (Bandeira Brasil e Cleber Augusto) 04:00
3 Minha Alegria (Luiz Grande) 02:57
4 Toda Minha Verdade (Wilson Moreira) 03:32
5 Voltar À Paz (Sereno) 02:15
6 Suborno (Sereno e Sombrinha) 02:59
7 Te Gosto (Adilson Victor e Mauro Diniz) 03:00
8 Minhas Andanças (Cleber Augusto e Jorge Aragão) 03:32
9 Canto Maior (Arlindo Cruz, Dede da Portela e Sombrinha) 03:29
10 Nem Cá Nem Lá (Cleber Augusto e Nei Lopes) 03:04
11 Não Tão Menos Semelhante (Carica e Mario Sergio) 03:14
12 Nova Esperança (Ubirany, Maur Diniz e Adilson Victor) 03:14
13 Carta Musicada (Cleber Augusto, Djalma Falcão e Mario Sérgio) 02:48
14 Parabéns Pra Você (Mauro Diniz, Ratinho e Sereno) 02:55
15 Sonho De Valsa (Nei Lopes e Wilson Moreira) 04:16
16 Sorriu Pra Mim (Mauro Diniz e Sereno) 04:04
17 Romance Dos Astros (Bandeira Brasil, Cleber Augusto e Luis Carlos da Vila) 03:35
18 Poesia De Nós Dois (Sombrinha e Adilson Victor) 03:11
19 Oitava Cor (Luiz Carlos da Vila, Sombra e Sombrinha) 03:18
20 Lucidez (Cleber Augusto e Jorge Aragão) 04:19
21 A Amizade (Bicudo, Djalma Falcão e Cleber Augusto)

Na passagem para os anos 80, a chamada “linha evolutiva” da música popular brasileira, depois de ter-se bifurcado no sentido da internacionalização pop, chegou ao som dos pagodes chamados “de fundo de quintal”. Eram festas onde se cantava um samba diferente, que acabou rotulado como “pagode”. Surgia aí a maior revolução musical acontecida após a bossa-nova, com a devolução, ao samba, do prazer de dançar e cantar em coro, prazer esse que a bossa-nova tinha ignorado e que até as escolas tinham conseguido limitar.
Esse importante estilo começou a ser fixado nas primeiras gravações do grupo Fundo de Quintal, nas quais harmonias ousadas e melodias rebuscadas, apropriadas para o canto coletivo, somavam-se a uma percussão inovadora. Unindo modernidade e tradição (como o jogo do verso improvisado, na tradição do partido-alto), o estilo colocou em destaque refinados compositores como Almir Guineto, Arlindo Cruz, Cleber Augusto, Sombrinha, Jorge Aragão e Luiz Carlos da Vila, e confirmou outros ainda.
Na década seguinte, a indústria fonográfica e do entretenimento apropriou-se da denominação ‘pagode’, aplicando o rótulo a outra vertente do samba, mais afinada com o mercado globalizado e com o figurino pop em vigor. Nesse momento surgia o grupo Art Popular, algumas vezes atuando como acompanhante de sambistas como o mencionado Almir Guineto e a emérita “partideira” Jovelina Pérola Negra. Líder do grupo, Leandro Lehart logo se destacou como compositor talentoso e prolífico, chegando às paradas de sucesso e às listagens do Ecad como um dos maiores arrecadadores de direitos de execução pública.
Com um pé no samba e outro no pop, tratando o estúdio de gravação como instrumento musical e laboratório de mestiçagens sonoras – como escreveu a seu respeito o antropólogo Hermano Vianna – Leandro Lehart manteve-se imune às oscilações das paradas. E agora nos brinda com este trabalho de excelência, no qual nos reapresenta alguns grandes sucessos das rodas, trazendo-os para o ambiente quase camerístico criado em torno de sua bem timbrada voz e seu ótimo violão.
Interpretando alguns dos mais belos sambas do repertório do Grupo Fundo de Quintal – gravados principalmente nas décadas de 1980 e 90 – com merecido destaque para os do ex-integrante Cleber Augusto, grande violonista, compositor e cantor, Leandro Lehart, faz um golaço, de placa, e escreve uma página fundamental da história da música popular brasileira. E dá um grande passo no sentido da dignificação do samba e da inclusão do nosso gênero principal, finalmente e sem problemas, entre as vertentes, também mercadológicas, compreendidas na sigla MPB.
O samba agradece.
Nei Lopes – Outubro, 2016.

OS DESAFIOS DO NOVO E OS NOVOS DESAFIOS

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Em outubro de 2016 a ONU reuniu no Equador os estados-membros para a definição da “NOVA AGENDA URBANA – NAU”, numa reunião chamada de HABITAT III. A agenda foi elaborada com o objetivo de repensar a maneira como as cidades e aglomerados humanos são planejados, desenhados, financiados, desenvolvidos, governados e administrados. Delimitou-se finalmente 5 princípios que devem orientar as políticas públicas a fim de solucionar problemas que não foram solucionados nas últimas duas décadas.

1. A urbanização deve proteger e promover os direitos humanos e o princípio da legalidade
Para a ONU, a construção de cidades sustentáveis está em sintonia com os instrumentos internacionais de direitos humanos. Direito ao trabalho decente, atendimento à saúde, moradia adequada, ao cidadão ser ouvido na tomada de decisões públicas e a instituições transparentes são alguns dos temas que compõe a noção de direitos humanos nas cidades. Respeitar estas questões é uma forma de garantir maiores oportunidades para a população, prosperidade e justiça social.

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Na foto, a Rua Haarlemmerdijk , em Amsterdã, é um exemplo de uma boa rua nos conceitos de cidade com escala humana.Reprodução The City at Eye Level

2. Garantir a equidade desenvolvimento urbano
A nova “Agenda Urbana” é uma oportunidade para trazer a equidade para o coração do desenvolvimento das cidades. Garantir que todo cidadão tenha acesso aos frutos do desenvolvimento urbano é algo que depende da ação em sintonia de diferentes níveis do governo e da sociedade civil. O crescimento urbano inclusivo deve aliar informação, instituições, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

 

3. Empoderar a sociedade civil, expandindo a democracia
A nova agenda deve incentivar a participação igualitária de homens e mulheres, jovens e idosos, grupos marginalizados, pobres, pessoas com deficiência, povos indígenas, migrantes e outros grupos historicamente excluídos na construção de decisões sobre a cidade.

4. Promover sustentabilidade ambiental
Há uma relação crítica entre o meio ambiente, o planejamento e a governança, e a nova “Agenda Urbana” pode ser benéfica para promover um desenvolvimento sustentável. O uso do solo, consumo de energia, a relação entre o urbano e o rural e as mudanças climáticas são alguns dos temas que devem estar em mente na formulação do planejamento para uma cidade. É fundamental que o meio ambiente seja pensado em um planejamento estratégico de longo prazo.

5. Promover inovação que facilita o aprendizado e a aquisição de conhecimento
A nova agenda pode incentivar transformações se a inovação estiver ligada a um aprendizado participativo. É preciso criar um ambiente de aprendizado nas cidades, que aproveite os potenciais dos habitantes e das instituições.

Conferência das cidades

No Brasil, a Conferência das Cidades cumpre papel semelhante ao do Habitat III, em que governos e sociedade civil debatem conceitos e princípios que orientam políticas públicas, que por sua vez resultam em ações práticas. As conferências elegem conselhos, que assessoram e monitoram o poder público na efetivação de políticas para as cidades, nos âmbitos municipal, estadual e nacional.

Temos novamente em nossa cidade a oportunidade de tratarmos com seriedade e transparência aspectos importantes de nossa cidade/comunidade que nos últimos 20 anos ficaram esquecidos, propositalmente ou não.

E talvez o primeiro passo seja justamente a sociedade olhar a Conferência das Cidade e os Conselhos Municipais com os olhos que eles precisam ser vistos. E essa atitude, que se espera da sociedade, deve ser tomada primeiramente pelo poder público, e dele irradiar para os cidadãos.

É preciso observar que tratar da questão Urbana não é somente pensar no desenvolvimento econômico, assentamento e infraestrutura. As novas diretrizes apontam caminhos e conceitos mais amplos e ações transversais que demandam diálogo com setores da sociedade que normalmente são esquecidos.

Se queremos ser melhores no futuro precisamos fugir da armadilha do instantâneo, da solução fácil, dos projetos desconectados e sem planeamento de longo prazo.

Os governantes e legisladores nesse sentido, farão toda a diferença na medida em que demonstrem com ações para a sociedade, que as ações políticas e de governança serão realmente os ecos das vozes dos cidadãos.

Link par ao site Habitat III
https://habitat3.org/

Link para o relatório Brasileiro na Habitat III
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/160303_relatorio_habitat_iii.pdf