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Pra quem é adorador de samba, de música, de interpretações intimistas, vai aí um dos melhores presentes desse início de ano.
Parabéns Leandro. Você é monstro!

 

LEANDRO LEHART
Violão é no Fundo do Quintal

– Relação das faixas:
1 Tudo É Festa (Mario Sergio e Sereno) 03:17
2 Ópio (Bandeira Brasil e Cleber Augusto) 04:00
3 Minha Alegria (Luiz Grande) 02:57
4 Toda Minha Verdade (Wilson Moreira) 03:32
5 Voltar À Paz (Sereno) 02:15
6 Suborno (Sereno e Sombrinha) 02:59
7 Te Gosto (Adilson Victor e Mauro Diniz) 03:00
8 Minhas Andanças (Cleber Augusto e Jorge Aragão) 03:32
9 Canto Maior (Arlindo Cruz, Dede da Portela e Sombrinha) 03:29
10 Nem Cá Nem Lá (Cleber Augusto e Nei Lopes) 03:04
11 Não Tão Menos Semelhante (Carica e Mario Sergio) 03:14
12 Nova Esperança (Ubirany, Maur Diniz e Adilson Victor) 03:14
13 Carta Musicada (Cleber Augusto, Djalma Falcão e Mario Sérgio) 02:48
14 Parabéns Pra Você (Mauro Diniz, Ratinho e Sereno) 02:55
15 Sonho De Valsa (Nei Lopes e Wilson Moreira) 04:16
16 Sorriu Pra Mim (Mauro Diniz e Sereno) 04:04
17 Romance Dos Astros (Bandeira Brasil, Cleber Augusto e Luis Carlos da Vila) 03:35
18 Poesia De Nós Dois (Sombrinha e Adilson Victor) 03:11
19 Oitava Cor (Luiz Carlos da Vila, Sombra e Sombrinha) 03:18
20 Lucidez (Cleber Augusto e Jorge Aragão) 04:19
21 A Amizade (Bicudo, Djalma Falcão e Cleber Augusto)

Na passagem para os anos 80, a chamada “linha evolutiva” da música popular brasileira, depois de ter-se bifurcado no sentido da internacionalização pop, chegou ao som dos pagodes chamados “de fundo de quintal”. Eram festas onde se cantava um samba diferente, que acabou rotulado como “pagode”. Surgia aí a maior revolução musical acontecida após a bossa-nova, com a devolução, ao samba, do prazer de dançar e cantar em coro, prazer esse que a bossa-nova tinha ignorado e que até as escolas tinham conseguido limitar.
Esse importante estilo começou a ser fixado nas primeiras gravações do grupo Fundo de Quintal, nas quais harmonias ousadas e melodias rebuscadas, apropriadas para o canto coletivo, somavam-se a uma percussão inovadora. Unindo modernidade e tradição (como o jogo do verso improvisado, na tradição do partido-alto), o estilo colocou em destaque refinados compositores como Almir Guineto, Arlindo Cruz, Cleber Augusto, Sombrinha, Jorge Aragão e Luiz Carlos da Vila, e confirmou outros ainda.
Na década seguinte, a indústria fonográfica e do entretenimento apropriou-se da denominação ‘pagode’, aplicando o rótulo a outra vertente do samba, mais afinada com o mercado globalizado e com o figurino pop em vigor. Nesse momento surgia o grupo Art Popular, algumas vezes atuando como acompanhante de sambistas como o mencionado Almir Guineto e a emérita “partideira” Jovelina Pérola Negra. Líder do grupo, Leandro Lehart logo se destacou como compositor talentoso e prolífico, chegando às paradas de sucesso e às listagens do Ecad como um dos maiores arrecadadores de direitos de execução pública.
Com um pé no samba e outro no pop, tratando o estúdio de gravação como instrumento musical e laboratório de mestiçagens sonoras – como escreveu a seu respeito o antropólogo Hermano Vianna – Leandro Lehart manteve-se imune às oscilações das paradas. E agora nos brinda com este trabalho de excelência, no qual nos reapresenta alguns grandes sucessos das rodas, trazendo-os para o ambiente quase camerístico criado em torno de sua bem timbrada voz e seu ótimo violão.
Interpretando alguns dos mais belos sambas do repertório do Grupo Fundo de Quintal – gravados principalmente nas décadas de 1980 e 90 – com merecido destaque para os do ex-integrante Cleber Augusto, grande violonista, compositor e cantor, Leandro Lehart, faz um golaço, de placa, e escreve uma página fundamental da história da música popular brasileira. E dá um grande passo no sentido da dignificação do samba e da inclusão do nosso gênero principal, finalmente e sem problemas, entre as vertentes, também mercadológicas, compreendidas na sigla MPB.
O samba agradece.
Nei Lopes – Outubro, 2016.

Uma pérola – LEANDRO LEHART – Violão é no Fundo do Quintal